quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Degelo do Ártico

A Nasa divulgou um gráfico do oceano Ártico que mostra o nível de derretimento do gelo durante o verão, entre os anos de 2005 e 2007. O degelo teria chegado a um nível mínimo esta semana.
De acordo com a Nasa, a camada polar da região sofre com o aquecimento global a cada verão, alcançando sua extensão mínima de degelo no mês de setembro e sua máxima em março.
Cientistas afirmam que o gelo do oceano Ártico desaparecerá completamente durante os meses do verão no final de século, o que provocará não apenas o fim de parte do ecossistema polar, mas também um aumento do nível do mar de cerca de 60 centímetros em todo o planeta. Mas o aquecimento global do planeta atingirá de forma desigual os dois pólos, de forma que as conseqüências serão "dramáticas" no Ártico, enquanto na Antártida não se espera um degelo tão rápido.

Há duas semanas atrás, a ESA, a agência espacial européia, divulgou um gráfico do Oceano Ártico que mostra a abertura de uma passagem marítima entre Europa e Ásia, historicamente conhecida por ser intransponível.
(No gráfico, a cor laranja representa a Passagem Noroeste, agora livre do gelo.)

O Ártico é a região do planeta que tem a maior capacidade de refletir a luz solar(80%), já que possui uma grande extensão de território congelado, que reflete os raios solares, fenômeno conhecido como "Albedo".

Essa capacidade diminuiu a medida que o gelo derrete, e o raio solar é absorvido pela água, esquentando mais a região. O pólo Norte aquece mais rápido que o restante do planeta, e tem perdido 2,7% de seu gelo marinho permanente por década, segundo o Painel da ONU sobre as Mudanças Climáticas(IPCC).

O IPCC diz ainda em seus quatro relatórios divulgados neste ano que o Ártico poderia ficar totalmente sem gelo em 2070 a 2100. A absorção dos raios solares, o chamado efeito estufa, é provocado, ainda segundo a entidade, pela emissão de gás carbônico (CO2) resultado das atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis, entre eles o carvão e o petróleo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Coisas que o cliente precisa saber...

“MANUAL BÁSICO PARA LIDAR COM O ARQUITETO: COISAS QUE O CLIENTE PRECISA SABER"


1- Arquiteto dorme.
Pode parecer mentira ou frescura, mas arquiteto precisa dormir como qualquer outra pessoa e também se alimenta e tem hora para isso. Esqueça que ele tem telefone em casa, ligue sempre para o escritório.


2- Arquiteto pode ter família.
Essa é incrível: mesmo sendo arquiteto, a pessoa precisa descansar no final de semana e precisa de um tempo com a família e amigos, sem pensar ou falar sobre projetos. Pergunta: Nas situações acima o arquiteto atende? Resposta: Sim. Pode atender, desde que, como qualquer outro profissional seja pago por isso. Desnecessário dizer que, nesses casos, o atendimento tem custo adicional. Emergência? Claro que o arquiteto atende, mas se estiver fora do horário normal, está fora do preço normal.

3- Arquiteto precisa de dinheiro.
Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas arquiteto também paga impostos, alimentação, combustível, vestuário, etc. E uma coisa bizarra: os livros, o escritório e as coisas que ele tem não chegam até ele gratuitamente. Impressionante, não? Entendeu agora o motivo dele cobrar uma consulta? O que em outras profissões chama-se consultoria e custa muito mais caro? Por favor, não pechinche.... Ah, e cara feia na hora de assinar o cheque não diminui o que você tem que pagar. Desconto é multa! Se o seu arquiteto está fazendo todo combinado não o insulte.

4- Arquiteto não financia obra.
O arquiteto não deixará de cobrar só porque você já gastou demais na obra. Se você tem vencimentos para com o arquiteto, por favor pague. Simples assim! E de preferencia pague na data. Pois, caso contrário, você não entra no cheque especial, mas nós sim!!! Desta maneira estaremos financiando sua obra/projeto e sinceramente (geralmente) não somos da burguesia, só trabalhamos para ela. Definitivamente: se você não tem dinheiro para contratar um arquiteto, não o faça! Você não faria isto com um pedreiro, não é?

5- Ler, estudar e planejar é trabalho.
E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada. Em outras profissões isto tem o nome de busca de informações ou pesquisa, consome tempo e as vezes (muitas vezes) isto é crucial para o seu projeto... Projeto em culturas mais avançadas que a nossa significa planejar e para isto precisamos de TEMPO! Tempo é um recurso. Caso você tenha prazos não peça um trabalho que precisa de um mês para ser feito, em uma semana. O arquiteto é essencialmente um visionário, por isto tem condições e habilidade para sê-lo. Portanto se utilizar em horas de estresse de e´pressões como "viajar na maionese" não é engraçado para quem você delegou o projeto de um dos maiores investimentos da sua vida.

6- Projetos virtuais.
Não é possível examinar projetos pelo telefone. Essa nem vamos explicar... Frases como: "É mais ou menos assim", "Você tá entendendo né?" , "Só dá uma olhadinha" não substituem fotos, visitas ao local e plantas. Portanto estas também tem custo. Infelizmente, a cada consulta, o arquiteto só poderá examinar um projeto. Lamentamos informar, mas seu outro projeto também terá que passar por consulta e você também terá que pagar por ele. Portanto se você tem "uma casinha lá em Itanhaém que precisa de uma plantinha", já sabe, né?

7- Arquiteto não é vidente.
Só para reforçar: Ele precisa examinar o projeto ... e muitas vezes precisa reexaminá-lo!!! Se quer milagre, só o "arquiteto do universo" resolve! Os daqui da terra fazem arquitetura. Assim como na obra se você mudar de idéia, ampliar ou "fazer uma alteraçãozinha no projeto" vai gastar mais dinheiro por motivos óbvios!

8- Arquiteto é um ser social.
Em reuniões de amigos ou festas de família, arquiteto não deixa de ser arquiteto, mas vira amigo ou parente. Por favor não comece conversas sobre como ajeitar sua sala, piscina ou que cor combina com os móveis do seu quarto. Para isso ele precisa refletir, se concentrar, desenhar ou seja: Trabalhar! Quando se diz que o horário de atendimento é até seis da tarde, não significa que você pode chegar às 17h55min. Se você só for conseguir chegar nesta hora, volte amanhã. Ah! Você gosta de "happy hour"? Nós também!

9- Criação de falsa demanda.
Não existe "apenas um desenho", "só um rabisco", "olhada lá e me diz o que vc acha", "faz um croqui rapidinho"... Desenho, e tudo mais é PROJETO! E projeto tem que ser pensado e trabalhado, por sua vez, cobrado. Se você não vai construir/reformar ou nem pensa em contratar o sujeito não crie falsas expectativas e mais trabalho.
Você só quer um desenhinho para ter idéia de custo? Pague que teremos prazer em mostrar o que podemos fazer. Não nivele por baixo! Conhece a frase: "Dez por cento de inspiração e noventa por cento de transpiração"? Pois ela é verdadeira...e vale para o pedreiro tanto quanto para o arquiteto.


10- Arquiteto tem Horário.
O uso do celular: celular é ferramenta de trabalho. Por favor, ligue apenas quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que você ainda não tenha acreditado, o arquiteto pode estar fazendo alguma daquelas coisas que você pensou que ele não fazia, como dormir ou namorar, por exemplo. Também marcamos feriado na nossa agenda. Não é porque você está de folga que o arquiteto não pode estar também. Detalhe: se você o contratou para fazer o projeto não o chame para resolver problemas que foram criados por outros profissionais. Ou então o contrate para isto também. A alma dele (pode olhar se quiser) não está no contrato.

11- Arquiteto tem Agenda.
Agenda Antes da consulta: por favor, marque hora. Se não marcar, não fique andando de um lado para o outro na sala de espera e nem pressionando a secretária. Ah! Se você tiver uma emergência para amanhã favor avisar 20 dias antes quando ela realmente apareceu. Em caso de emergência, que seja realmente uma emergência, por favor!
Reuniões que levam mais de hora, tem outro nome e nós não temos formação em psicoterapia, ou terapia de casais. Nós entendemos que existem "Psi's" charlatões, mas o Conselho Regional de Psicologia não!

12- Você quer ter razão ou ser feliz?
Repetir a mesma pergunta mais de cinco vezes não vai mudar a resposta. O arquiteto não está sob investigação policial. Geralmente o que você quer fazer e ele disse que não dá, na maioria das vezes, é o que vai dar problema lá... na frente! Na hora da consulta: defina quem manda em casa. Brigar na frente do profissional é muito chato e deprime à todos. Por favor, críticas de amigos do cunhado e seus vizinhos, podem desfocar o trabalho e afinal de contas se é para escutar um vendedor de carros usados que nunca construiu pra que contratar um profissional? E por fim se você acha que contratar este profissional é caro por favor não o contrate! Você está certo mas com certeza você não é o cliente certo. Eu sei, eu sei o filho da sua vizinha cobra bem mais barato para fazer um "projetinho" e se é só isso que você precisa, por favor faça sua "casinha" ou o que for com ele, você certamente irá merecer! Não foram os arquitetos que inventaram o ditado: "O barato sai caro". Mas a gente dá o maior aval!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A cidade que queremos


Nas últimas decadas, Florianópolis mudou muito. Algumas mudanças vieram para melhorar a vida das pessoas, outras muito pelo contrário. Faz-se necessário planejar a ocupação adequada de espaços urbanos, conservando o meio-ambiente, oferecendo melhor qualidade de vida PARA TODOS, oferecendo serviços públicos eficientes, protegendo a classe menos favorecida da população e impedindo a favelização da cidade e consequente retalhação dos morros, mangues dunas e encostas.

Todo processo de crescimento pode ser planejado, de acordo com o interesse da comunidade e com os olhos fixos no futuro. Assim propõe o Estatuto das cidades. São mudanças pensadas e criteriosamente implementadas, como processos educativos e de inserção social, respaldados em atividades produtivas com grande capacidade de absorção de mão-de-obra; a ocupação organizada de espaços públicos; a vigilância permanente do meio ambiente e sua utilização de modo sustentável.

Florianópolis nasceu para o turismo. A cidade possui um cenário invejável, inigualável, formidável! Eu sou fã nº 1 dessa Ilha da Magia, que me encantou desde nosso primeiro encontro. Mas apesar de sua vocação nata, a cidade a está exercendo de maneira amadorística e impensada. Mas podemos estabelecer o tipo de turismo queremos: o improvisado ou o planejado.

Essa semana estou fazendo parte de um seminário que trata justamente sobre isso. A Floripa de amanhã. São diversas entidades (IAB, Sinsuscon, AsBEA, IPUF, UFSC, UNISUL, Marinha, SPU, FloripAmanha...), cada uma delas, apresentando seu ponto de vista, suas sugestões e críticas. Qualquer um pode participar, mas o evento é voltado para nós, arquitetos e urbanistas. O evento começou ontem (19/09/07) e vai até sábado, 23.

As discussões têm sido riquíssimas e espero que as coisas possam sair do papel.

A segunda etapa desse evento são Oficinas de desenho, onde os participantes se dividirão em grupos, cada grupo trabalhando uma determinada área da orla marítima da cidade.
Essa é a segunda edição do evento. A primeira ocorreu em 1994, mas que infelizmente, apesar do esforço e da boa vontade de muitos, não saiu do papel. Cabe ao poder público e ao privado abraçarem a causa, e repensarem um pouco mais o que estamos fazendo com nossas cidades...

Fonte:
FloripAmanha

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Recicle! Reutilize!


° Doe roupas, sapatos e aparelhos que não usa mais. Eles podem ser úteis a outras pessoas.
° Conserte os eletroeletrônicos quando possível para evitar gerar mais lixo.
° Compre produtos que permitam reutilizar as embalagens com refil.
° Dê preferência a produtos fabricados com materiais reciclados.
Desta maneira, você estará reduzindo o uso da matéria-prima, gastando menos energia e ajudando o planeta.
° Guarde o lixo com você até achar um local adequado para jogá-lo.
° Separe e mande o lixo para a reciclagem. Assim, você estará gerando emprego a catadores e reciclando materiais.
° Evite talheres, copos e pratos descartáveis. Eles geram lixo e demoram a se decompor.
° Tenha em casa uma pequena composteira com restos orgânicos como cascas de frutas, legumes e folhas. Ela produz adubo natural para o seu jardim e de seus vizinhos.