quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Aquecimento Global, mas o que é isso afinal?


A Terra que conhecemos hoje já foi bem diferente. Viveu períodos de muito calor e de frio absoluto. O aquecimento global é a bola da vez, mas seria ele o vilão ou é o homem que está fazendo mal para o planeta?
Há muito tempo o sol emite seus raios em direção à Terra. Esses raios percorrem um longo caminho pelo espaço até alcançar nosso planeta. Ao chegar à Terra, eles ultrapassam a camada de gases e penetram na atmosfera. Esses mesmos raios aquecem o planeta e, ao encontrarem o solo são refletidos novamente em direção ao espaço. Se toda a radiação fosse embora, a Terra seria muito fria para se viver. É graças aos gases estufa (CO2 e NO2) que envolvem a Terra, que esse calor consegue permanecer aqui. Esses gases geralmente são resultado da ação de vulcões, bactérias, e do processo de respiração. Mas infelizmente algumas práticas humanas aumentam muito a quantidade desses gases na atmosfera, como a emissão de CFCs pelas embalagens com aerosol, a poluição dos carros e indústrias nas cidades e as queimadas na agricultura.
Quanto mais houver gases estufa, mais eles absorverão radiação, aquecendo mais nosso planeta. E é esse calor extra que a Terra recebe que provoca o chamado Aquecimento Global...

Fontes:
Clicrbs
Greenpeace

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Salve o planeta


Hoje passou um filme na globo, que fez eu voltar ainda mais meu interesse pelo meio ambiente. Seguem abaixo algumas dicas simples que todos podemos fazer, não custa nada, mas valem muito. Muito mais do que você imagina.
Anote em um pedaço de papel. Cole no espelho do banheiro, na geladeira, ponha na carteira ou no painel do carro. Mantenha assim até que elas se tornem hábito. Mudanças desse tipo são lentas, não é fácil mudar a cultura e os costumes de uma população inteira. Mas é importante que ocorram. E é preciso começar agora. Faça a sua parte.

° Economize água
° Separe o lixo orgânico do reciclável
° Ande a pé ou use transporte coletivo
° Plante árvores
° Evite embalagens descartáveis, principalmente as plásticas
° Economize energia elétrica
° Use os dois lados de uma folha de papel antes de descartá-la

As dicas aqui estão bem resumidas, porque não quero me estender muito, mas caso você queira saber mais, pode consultar o site do Greenpeace.

Fontes:
Clicrbs
Greenpeace

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Cuidado com o quê e como você fala.

No começo do mês fiz um curso no IAB, sobre negociação e vendas, e o professor comentou bastante a neurolingüística, que por sinal acho o tema interessantíssimo e tenho a intenção de me aprofundar mais a respeito. Segue abaixo um artigo do Dr Jairo Mancilha que eu encontrei no google e julguei muito interessante.

Um abraço e boa semana §;)



Cuidado com o quê e como você fala.

A linguagem dirige nossos pensamentos para direções específicas e, de alguma maneira, ela nos ajuda criar a nossa realidade, potencializando ou limitando nossas possibilidades. A habilidade de usar a linguagem com precisão é essencial para nos comunicarmos melhor. A seguir estão algumas palavras e expressões a que devemos estar atentos quando falamos, porque elas podem nos atrapalhar:

1) Cuidado com a palavra NÃO, a frase que contém "não", para ser compreendida, traz à mente o que está junto com ela. O "não" existe apenas na linguagem e não na experiência. Por exemplo, pense em "não"... (não vem nada à mente). Agora vou lhe pedir "não pense na cor vermelha", eu pedi para você não pensar no vermelho e você pensou. Procure falar no positivo, o que você quer e não o que você não quer;

2) Cuidado com a palavra MAS, que nega tudo que vem antes. Por exemplo, "o Pedro é um rapaz inteligente, esforçado, mas.....". Substitua MAS por E quando indicado;

3) Cuidado com a palavra TENTAR que pressupõe a possibilidade de falha. Por exemplo, "vou tentar encontrar com você amanhã às 8 horas". Tenho grande chance de não ir, pois, vou "tentar". Evite "tentar", FAÇA;

4) Cuidado com as palavras DEVO, TENHO QUE ou PRECISO, que pressupõem que algo externo controla sua vida. Em vez delas, use QUERO, DECIDO, VOU;

5) Cuidado com NÃO POSSO ou NÃO CONSIGO, que dão a idéia de incapacidade pessoal. Use NÃO QUERO, DECIDO NÃO, ou NÃO PODIA, NÃO CONSEGUIA, que pressupõe que vai poder ou conseguir;

6) Fale dos problemas ou das descrições negativas de si mesmo utilizando o verbo no tempo PASSADO. Isto libera o presente. Por exemplo, "eu tinha dificuldade de fazer isso";

7) Fale das mudanças desejadas para o futuro utilizando o tempo PRESENTE do verbo. Por exemplo, em vez de dizer "vou conseguir", diga "estou conseguindo";

8) Substitua SE por QUANDO. Por exemplo, em vez de falar "se eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar", fale "quando eu conseguir ganhar dinheiro vou viajar". Quando pressupõe que você está decidido;

9) Substitua ESPERO por SEI. Por exemplo, em vez de falar, "eu espero aprender isso", fale: "eu sei que eu vou aprender isso". Esperar suscita dúvidas e enfraquece a linguagem;

10) Substitua o CONDICIONAL pelo PRESENTE. Por exemplo, em vez de dizer "eu gostaria de agradecer a vocês", diga "eu agradeço a vocês". O verbo no presente fica mais concreto e mais forte.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Como destruir uma ilha em vinte lições

Aproveitando o tema em questão, e a sugestão da Ana, aí vai mais um texto a respeito da nossa tão amada Ilha de Santa Catarina. O texto também é antigo, provavelmente muitos de vocês já conhecem, mas vale a pena ler (ou reler):


"COMO DESTRUIR UMA ILHA EM VINTE LIÇÕES”
Por Fábio Brüggemann (publicado no Diário Catarinense, out/2006)

"Existem pessoas que constróem cidades, outros preferem destruí-las. Como em breve haverá um novo plano diretor, vai aqui minha sugestão para facilitar a destruição, mesmo que já tenha iniciado o processo.

1) Habite uma ilha, mas de costas para o mar. Afinal, você ficará cego de tanto vê-lo, que continuar olhando para ele será um suplício. Depois de alguns anos, "se faça de moderno" e transforme toda a orla urbana – inclusive a das lagoas - em estacionamentos para automóveis, e vá tomar café nos postos de gasolina.

2) Esqueça de forma solene a cultura produzida pelos moradores, a começar por destruir todo seu patrimônio material e imaterial, colocando abaixo todo o casario histórico (para quê, né, manter casa velha?) e construa prédios funcionais, e modernos" . Deixe que intelectuais, arquitetos, urbanistas e especialistas falem o que quiserem, eles costumam não entender nada disso.

3) Como essa gente faz muita porcaria, construa um imenso merdário bem na entrada da cidade, para que turistas e a própria população sinta todos os dias o cheiro daquilo que sabem fazer muito bem.

4) Depois encha a cidade de estátuas extemporâneas e esquisitas, como aquela em homenagem à Polícia Militar, carinhosamente apelidada de "No meu não", e, ao lado do merdário, finque bandeiras enormes.

5) Gaste uma fortuna na construção de um complexo - mas complexo mesmo - de terminais urbanos que fazem a viagem ficar mais lenta do que antes da construção deles. Não dê ouvidos àqueles malas que insistem em achar que investir em transporte marítimo, só porque se habita uma ilha, dará resultado.

6) Aterre todas as orlas, pelo mesmo motivo já citado. Afinal, é muito mar que tem por aí. Precisamos mesmo é de terra e espaços para os automóveis, razão essencial de nossas vidas.

7) Depois de aterrar orlas e baías, convide um dos urbanistas mais importantes do mundo, como Burle Marx, para que faça um projeto de urbanização do aterro. Quando estiver tudo pronto, destrua tudo e coloque ônibus, muitos ônibus, para fazer "não" funcionar aquele complexo citado acima. Para acabar de vez, construa um Centro de Eventos cuja arquitetura, além de tapar a pouca vista do mar, é bem parecida com a do merdário citado antes.

8) Asfalte todas as ruas do centro histórico. Afinal, o turismo depende apenas de bundas, sol e areia, fazendo, ainda, ampliar a velocidade dos carros, aumentando a poluição sonora e os acidentes. Ninguém vai à Europa para ver sua cultura e sua história, ou seus museus. Essa gente gosta mesmo é de ver carros, muitos carros.

9) reconstrua apenas os pilares do Mítico Miramar, pinte de cor de rosa e deixe inacabado. Afinal, aqui também tem construção que já é ruína.

10) Construa centros de compras (e os chame colonizadamente de shopping, pois somos ingleses ao que parece) bem em cima dos mangues. Ninguém precisa daquele ecossistema cheio de garças, carangueijos e que de nada serve na hora de comprar roupinhas de 200 reais, vindas do Bom Retiro, em São Paulo, por apenas 25.

11) Construa casas penduradas nas enconstas das lagoas e dos morros próximos ao mar e
desmate tudo em volta, para que tenha mais visão da natureza, antes que outro construa a sua também e desmate e tire a sua visão privilegiada.

12) Desmate, aterre e negocie com a Câmara de Vereadores a ocupação de áreas de preservação permanente por empreendimentos que privatizam a paisagem e os acessos à praia.

13) Evite o incentivo aos esportes adequados ao clima e geografia, tais como o vôo livre, a pesca, a vela, etc, e permita a ocupação de áreas de abastecimento de lençol freático por empreendimentos imobiliários voltados a esportes praticados há anos na Ilha e adorados pelos seus habitantes, como o golfe, por exemplo.

14) Como a Ilha dos Aterros já tem parques demais, doe os parques municipais de preservação para a iniciativa privada explorar os recursos naturais a serem protegidos e as áreas de terra para especulação imobiliária, assim como o Parque Sapiens e o Parque do Rio Vermelho.

15) Ignore os argumentos de técnicos e ambientalistas que só querem impedir o progresso da cidade e utilize as estruturas de instituições públicas para persegui-los até que abram mão das bandeiras preservacionistas e se mudem de cidade e Estado.

16) Construa novos e luxuosos prédios, cada vez mais perto do
mar, sem saber pra onde vai o esgoto, venda pra milionários de qualquer lugar do mundo, e depois coloque a culpa nos que vêm de fora pela ocupação desenfreada.

17) Deteste quem pensa um pouco no futuro e que - mesmo ciente de que um dia vai morrer - acha que seus filhos e netos merecem uma ilha um pouco melhor.

18) Seja moderno e diga de boca cheia Ecochato. É muito chique ser contra os ecochatos. Prefira ser ecoburro, que é também muito moderninho.

19) Asfalte ruas que não têm nem nome ainda, nem esgoto. Afinal, o que não aparece não dá
voto.

20) Vá embora e não lute contra."

-----------------------------------------------------------------------------------

O autor deste texto, Fábio Brüggemann, foi exonerado de um cargo na Fundação Catarinense de Cultura porque criticou o prefeito e o governador na coluna no Diário Catarinense.

Operação Moeda Verde

Pra quem não viu ainda, vale a pena conferir:


A operação da Polícia Federal, denominada Moeda Verde, investiga a ocorrência de crimes contra a ordem tributária, falsificação de documento, uso de documento falso, formação de quadrilha, corrupção e tráfico de influência. As prisões temporárias (22 mandados) foram decretadas contra vereadores de Florianópolis, servidores públicos e empresários, entre outros.

CONFIRA OS NOMES

Juarez Silveira (vereador)
André Luiz Dadam (ex-funcionário da Fatma)
Hélio Scheffel Chevarria (grupo Habitasul)
Fernando Tadeu Soledade Habckost (grupo Habitasul)
Renato Juceli de Souza (Susp)
Marcelo Vieira Nascimento (Floram)
Rubens Bazzo (Susp)
Francisco Rzatki (Floram)
Péricles de Freitas Druk (grupo Habitasul)
Fernando Marcondes de Mattos (Costão do Santinho)
Amílcar Lebarbechon da Silveira
Paulo Cezar Maciel da Silva (shopping Iguatemi)
Gilson Junckes (empresário e construtor)
Rodrigo Bleyer Bazzo (filho de Rubens Bazzo)
Marcílio Guilherme Ávila (vereador eleito e atualmente presidente da Santur)
Percy Haensch (Colégio Energia)
Margarida Emília Milani de Quadros
Aurélio de Castro Remor (secretário de Obras de Florianópolis)
Paulo Toniolo Júnior
Itanoir Cláudio (chefe de gabinete de Juarez Silveira)
Sérgio Lima de Almeida
Aurélio Paladini

Guarde bem todos eles, pelo menos até a próxima eleição...

Fontes:
ClicRBS
Terra
O Globo

A PRIVATIZAÇÃO DA ILHA E A MINHA BURRICE


(foto: Costa da Lagoa)


"Eu sou um ignorante porque não consigo ver como o turismo pode ser bom para a Ilha de Santa Catarina. Sou um tanso porque, ao mesmo tempo em que não tenho nada contra os turistas nem contra quem vive (ou tenta viver) honestamente da atividade em Florianópolis, sou incapaz de entender as aberrações que são permitidas na cidade e justificadas por que fomentariam o turismo.

Sou mesmo uma besta porque concluo que o turista vem para a Ilha em busca de belezas naturais e acho que isso não combina com aquele desmatamento gigantesco que ocorreu há pouco tempo em Jurerê e que o Ministério Público está investigando. Totalmente banzo, não acredito que as pessoas que vêm passar uma semana na Ilha comprem lotes milionários naquela praia. Nem que os destruidores daquela área ou os compradores de casas, apartamentos - sei lá o que vão inventar lá -, venham a gerar um emprego sequer no local.

Sou um abobado por desconfiar que, além de colar papelzinho no Bar do Arantes, a grande maioria das pessoas que vem curtir Florianópolis quer ver é o mar, não mansões à beira dele. Esses turistas, da espécie que em grupos de 10 aluga casa na Lagoa, querem poder chegar à praia sem ter que invadir qualquer propriedade privada.

Sou um demente porque vivo batendo na tecla de que o que aconteceu na Praia Brava foi um desastre gigantesco, um prejuízo para todos, menos para os dois ou três empresários que ganharam e continuam ganhando dinheiro vendendo apartamentos cafonas, com nomes estrangeiros, que eles e os compradores nem sabem o que significam. Os cinqüenta ou cem (sub) empregos gerados não explicam a atrocidade que representou a destruição total daquele lugar maravilhoso, que era meu, que era dos turistas, que era de todos nós e que agora é de meia dúzia de três ou quatro.

Sou um maníaco porque dei para rogar pragas e desejar que a próxima ressaca arranque aquela piscina que botaram lá, agora, quase dentro do mar. Aí, ao mesmo 'tempo, o panaca aqui vê que os caras que um dia autorizaram toda essa maldade, fecharem os estacionamentos da Praia Mole porque estes estariam (e até acho que estavam mesmo) crescendo demais. E querem também derrubar aqueles butecos e tudo.

Sou tão imbecil que até concordaria com o fim dos dois ou três butecos e também dos estacionamentos, se fechassem ao mesmo tempo os butecos, boates, sei lá, toda aquela nojeira da Praia Brava. Na minha mediocridade, tenho certeza que tem alguém muito espertalhão por trás dessa "utilização da 'lei" na Praia Mole, alguém de olho naquelas terras tão valiosas em frente ao mar, excepcionais para se por prédios, um "chateau de la mer" ou um "beach village", quem sabe.

Sou um panaca porque rio quando lembro que o Surfoco, aquele bar lá do Campeche, foi derrubado pela Prefeitura e, enquanto isso, o Bar do Pirata continua a toda na Brava. (Do jeito que a praia está sumindo por não ter mais as dunas que lhe equilibravam a quantidade de areia, daqui a pouco neguinho vai poder mergulhar no mar direto da mesa do bar-palafita). Me digam por favor, respondam a esse bitolado aqui,qual é a diferença entre os dois butecos, o do Pirata e o do Surfoco? A condição financeira dos donos? Ah, tá, agora entendi.

Alguém aí me dá uma luz e me explica quem é mais predatório, quem é mais selvagem e ganancioso, o crescimento dos estacionamentos da Mole - onde estacionam pagando, todo o verão, milhões de turistas não tão abonados - ou o constante avanço do Costão do Santinho sobre costão, restinga, dunas, todas aquelas áreas que eram públicas e que agora são de um punhado de milionários?

Nisso tudo, o meu espírito de porco só consegue enxergar pesos e medidas diferentes usadas com o único objetivo de se sepultar esta ilha sob uma lápide de concreto armado.

No epitáfio, em letras coloridíssimas, ficará registrado:
'Santa Catarina Island Resort Residence. Keep out'."

--------------------------------------------------------------------------------

Texto de autoria de Pierre Alfredo, publicado há pelo menos 2 (dois) anos. Como podemos constatar, hoje tudo continua igual. Um exemplo disso é essa tal operação "moeda verde". Olha, eu acho uma pena.. uma grande pena que a maioria das pessoas se esqueça que isso aqui é uma ILHA!
Só espero que esse novo plano diretor contribua de forma positiva. O negócio é torcer, e esperar pra ver...

Construa correto, contrate um ARQUITETO!



Esta carta do Arquiteto João Batista Vilanova Artigas ilustra de maneira clara a importância da contratação de um arquiteto.




Carta ao cliente

"Confesso que não me assustei muito ao ler sua carta contando o resultado da conferência para autorização de um projeto para o São Lucas. Estas coisas acontecem sempre porque, por falta de costume, quem constrói, nem sempre avalia o plano de como deveria fazê-lo. Se eu insisto em aconselhá-lo mais uma vez para que consiga um arquiteto para dirigir os trabalhos de seu hospital, não é somente porque desejo muito trabalhar para um hospital modelo, mas porque, e principalmente porque, não posso crer que uma obra, da importância da sua, possa nascer sem estudo prévio. É vezo brasileiro fazer as coisas sem plano inicial perfeitamente elaborado; quando se pergunta sobre como ficarão estes e aqueles pormenores, a resposta é sempre a mesma: Ah! Isso depois, na hora, veremos.

Assim fazem-se as casas, os prédios, as cidades; nesse empirismo vive a lavoura, a indústria e o próprio governo. O planejamento, mercadoria altamente valorizada em todo mundo para qualquer realização, não encontrará entre nós o ambiente propício enquanto nós moços não nos capacitarmos de sua necessidade imprescindível. Poderia continuar conversando com você sobre a grande vantagem de planejar com antecedência, até amanha, sem esgotar todos os argumentos e provavelmente terminaria por dizer que é até demonstração de patriotismo e inteligência. Mas com isso não convenceríamos ninguém; talvez muito mais vantajoso seria confinar a discussão entre os limites das vantagens particulares, individuais de aplicar o método. Então vejamos. A pergunta é sempre a mesma; - “que vantagem poderíamos ter em gastar CR$ 65.000,00 em um projeto somente? O projeto não é o prédio; muito pelo contrário, somente uma despesa a mais! Contratando a construção o projeto viria de graça, feito pelo próprio construtor e nós economizaríamos 5% sobre o valor do prédio. Com esses 5%, no caso de querermos gastá-lo, até poderíamos melhorar algumas condições do edifício, enriquecer alguns materiais etc...”

Garanto que os argumentos acima lhe foram expostos mais de uma vez. São os que sempre vejo empregados em ocasiões dessas e nunca mudam. São também os mais fáceis de debater e os menos inteligentes.

Senão vejamos: “...O projeto sempre custa alguma coisa. O construtor que o fizer terá, sem dúvida que empregar engenheiros e desenhistas para isso. Terá de empregar gente para calcular concreto, para calcular aquecimento, eletricidade, etc... O construtor cobrará por essa despesa do proprietário através da comissão para a construção. Tanto isso é verdade que, se você apresentar aos construtores um projeto completamente pronto, ele cobrará percentagem menor para a construção porque dirá, “não terei despesas no escritório”. Suponhamos que a taxa de honorários para a construção seja de 10 a 12%, inclusive o projeto. Se você der o projeto, encontrará quem lhe faça por 6 ou 8%. Daí você conclui que o projeto que você pagou ao arquiteto 5%, já representa na ocasião somente 1% ou 2% a mais do que o preço geralmente previsto.

Mas eu desejo provar que o plano geral, feito com antecedência, é economia e não despesa. Então vamos continuar. Ninguém pode negar, nenhum construtor, nenhum cliente, que o projeto feito pelo técnico, contem em si uma previsão maior dos diversos detalhes do que o projeto rabiscado pelo construtor e verificado pelo proprietário. Faça uma experiência. Tome um plano que esteja em início de construção e pergunte a quem o dirige: por onde passam os canos de aquecimento? Por onde passam os canos de esgoto? O senhor vai fazer antes isso ou aquilo? Garanto que não sabem.

Responderão: “provavelmente passarão por aqui ou ali, farei isto ou aquilo antes. Se na ocasião de executar um serviço, verificar-se um contratempo qualquer, um cano que não pode passar porque tem uma porta, um esgoto vai ficar aparecendo no andar de baixo; o construtor resolve em função do problema, no momento. Ele dá voltas com o cano ou faz um forro falso para esconder o esgoto que iria aparecer em baixo. Entretanto se isso tivesse sido previsto, não precisaria de forro falso ou qualquer outra coisa. No papel, teria sido procurada e encontrada a solução mais econômica, para o caso, a mais bonita.

Consulte um construtor experimentado ou alguém que já tenha construído e todos serão unânimes em contar-lhe pequenas calamidades que apareceram. Eu já ouvi diversas vezes, por exemplo: “Quando colocamos as fundações no terreno nós vimos que o quarto ficaria enterrado. Então levantamos as fundações mais cinqüenta centímetros para dar certo. Por isso deu uma escada na entrada e ficou com um porão, etc... Se você calcular quanto mais caro ficou a imprevisão, você verá vantagem de ter um projeto estudado. O arquiteto teria dado uma disposição diferente nos cômodos de maneira que o tal quarto não ficasse enterrado, sem ter que aumentar as fundações e assim economizaria o dinheiro com o qual se faria pagar.

Se o proprietário não ganhasse nada, ainda assim teria para si uma solução melhor e um motivo para valorizar seu imóvel. O construtor, por exemplo, não projetaria as instalações elétricas. Ele chamaria um instalador “prático” e o homem disporia a coisa à sua vontade. Usaria os canos que ele quisesse e os fios que achasse melhor. Bem curioso, não é? Poucos entendem disso e ninguém iria fiscalizar o homem. Acontece, porém que os fios, quando são finos demais em relação à corrente que transportam, dão muitas perdas, e estas perdas se traduzem em despesa mensal maior de energia para você durante os 50 ou 100 anos de funcionamento do hospital; assim você pagaria 100 vezes um bom projeto de distribuição de eletricidade. Estou apenas repetindo casos cotidianos.

Do funcionamento do hospital ainda mais, o construtor provavelmente não entende e nem terá tempo suficiente para estudar. Ele não é especializado em hospitais porque isso é Brasil e depois não estudam porque não é o seu métier. Ora, assim sendo, ele vai confiar em você. Você conhece hospitais já feitos e em funcionamento, como hospitais, não como construções. Os seus preconceitos, a respeito, o construtor repetirá com o dinheiro de seu bolso. As soluções que, para alguns casos que você viu, são soluções econômicas que poderão constituir soluções caríssimas, no seu caso. Rematando, sua casa de saúde não teria o melhor aspecto porque faltou um artista.

Arquitetura é construção e arte. Arte. Arte não tem livro de regulamento que ensine. Nasce dentro de cada um e desenvolve-se como conjunto de experiências. Procure um homem que possa dar à sua casa de saúde, além das características de um hospital eficiente pelo perfeito planejamento das diversas sessões, um valor artístico indiscutível.

O valor artístico é um valor perene, enorme, inestimável. É um valor sem preço e sem desgaste. Pelo contrário, aumenta com os anos à proporção que os homens se educam para reconhecê-lo. O valor artístico subsiste até nas ruínas. Os anos correm e desgastam o material, enquanto valorizam o espiritual.

Com a consciência limpa termino minha proposta. Está em suas mãos a responsabilidade de decidir entre os caminhos. De um lado eu me coloco, não só, mas como representante dos arquitetos brasileiros, defendendo a economia, a ordem e acima de tudo, o futuro. De outro lado, o empirismo, a reação, a imprevisão.

Qualquer solução que você venha a dar não mudará as relações entre nós, nem sua opinião futura sobre o que acabo de escrever. Se o prédio for bom, bem projetado, bem planejado, por um bom arquiteto, você gostará, todos gostarão; se ele não prestar, se custar muito, se não funcionar. Se for feio ou sem personalidade, sem valor artístico, sem plano nenhum, o resultado será o mesmo. Em todos os dois casos você adquirirá experiência e acabará por trabalhar sempre do meu lado e com os meus argumentos. Nós venceremos sempre como eu queria demonstrar.

Pague pois o que eu pedi. É pouco em relação às vantagens futuras. Ou não pague, e as vantagens serão as mesmas, para a sociedade evidentemente, não para você.
Com abraço afetuoso do amigo certo,

Vilanova Artigas

São Paulo, julho de 1945."

Carta retirada do livro Vilanova Artigas Série Arquitetos Brasileiros, páginas 49, 51 e 52.

Sábias abelhas!


O exemplo de desapego vem das abelhas. Após construírem a colméia, abandonam-a. E não a deixam morta em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás.

Num ato incomum, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam sem preocupação se vão. Deixam o melhor que têm, seja para quem for - o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou dirigir a doação a alguém de nossa preferência.

Se queremos ser livres, parar de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos abrigar um único desejo: o de nos transformar. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda.

Sofrimento vem da fixação a algo ou a alguém. Apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para o nosso crescimento precisa entrar.


Se não abrimos mão do velho como pode haver espaço para o novo?

Começando...

* Esqueça o sonho ruim, esqueça o sentimento ruim, esqueça a dor e o cansaço. Lembre-se que tem gente que te ama, que tem gente que te amou muito, e gente que ainda vai te amar mais...

*Siga seu coração, mas pondere com a razão. Não se importe com os outros, siga seus instintos, mas tome cuidado com os impulsos.
*Faça sempre o que te faz bem, o que é muito gostoso só as vezes e o que é ruim sempre que o médico mandar.
*Ouça música todo dia, não veja tanta televisão.
*Ligue pros amigos, fale com seus pais.
*Não machuque quem te ama e não deixe que te machuquem.
*Diga palavras bonitas, veja o pôr do sol, admire a noite.
*Deite no chão, ande descalço, tome leite quente e sorvete gelado.
*Saia pra caminhar, durma bastante.
*Beije muito, abraçe a vontade. Carinho não tem contra indicação.
*Emocione-se mais. Chore sempre que sentir vontade, ria sempre que estiver feliz.
*Diga às pessoas que são importantes para você o que sente por elas. Faça isso hoje, não espere o amanhã.
*Sonhe sempre. Viva seus sonhos, mas não se perca dentro deles.
*Fique sozinha de vez em quando, abrace um árvore de vez em quando, grite de vez em quando.
*Sussure seus desejos ao vento, deixe o sol entrar em seu quarto, cultive algo que possa ver crescer.
*Divida atenção, retribua gentilezas.
*Não fique tempo demais com pessoas vazias, não vá muito a lugares que você não gosta.
*Peça ajuda, ofereça ajuda. Diga obrigado, diga de nada.
*Admire uma flor, curta o cheiro da chuva.
*Atenda o telefone sorrindo, desligue com cuidado.

*Não trate como prioridade quem te trata como opção.

Não confunda amizade com amor,
Amor com sexo,
Sexo com carinho,
Carinho com obrigação.